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O Alienista, loucura e razão

O alienistaO romance O Alienista, de Machado de Assis, passa-se no século XIX e começa com a construção da Casa Verde, um abrigo para loucos dirigido pelo doutor Simão Bacamarte, o alienista, um dos maiores médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. O seu objetivo é desenvolver a Psicologia, curando todos aqueles que, na sua opinião, não estão no seu perfeito juízo.
À medida que a Casa Verde vai ficando mais lotada, maior é a indignação dos habitantes de Itaguaí, cidade do estado do Rio de Janeiro, por verem os seus familiares e amigos fechados naquela casa, estando estes bem. Assim, o barbeiro Porfírio vai formar uma rebelião, a “revolta dos Canjicas”, com o intuito de fechar a Casa Verde. Ao ver as suas propostas derrotadas, decide derrubar o governo da vila e tornar-se Rei. Infelizmente, vai acabar dentro da casa, tal como D. Evarista, o Padre Lopes e outros de perfeita saúde.
É então que o Alienista resolve mudar de estratégia, libertando todos os “pacientes”. Simão decide pôr-se a estudar seu próprio estado mental. Por fim, declara-se o único equilibrado da vila, trancando-se na Casa Verde. Morre dezassete meses depois.
Este é, sem dúvida, um dos livros mais rocambolescos que já li. Machado de Assis descreve perfeitamente o processo de evolução da loucura. Usa ainda pretextos que nos conduzem a temas como a razão, a loucura e a hipocrisia do ser humano.

Joaquim Meruje, 9.ºB